Qualquer coisa desde que dê pra a gente se tocar. Porque de manhã eu morro nos lençóis junto à madrugada que se esvaiu. Toda manhã é essa agonia. Essa coisa de bipartir-nos nada me nutre. De forma inefável eu consigo tatear os óculos sobre a cabeceira teimando encontrar teus maços de cigarro por acaso. Alimento com reminiscências e devaneios futuros o que dentro da minha barriga aparenta possuir asas, doido está para voar pelo esôfago e desvencilhando-se da minha boca para a tua. Portanto, acerte os relógios e penteei os cabelos que esta noite eu pego o trem da coragem e cruzo tua esquina. Já não aguento mais me repetir.